quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A Sophie voltou!

Oi caros leitores que nem sei quantos são! :)

Também nem me importo com números, basta saber que são os melhores!

Vou voltar a escrever aos poucos, até organizar mentalmente a ordem cronológica dos fatos ocorridos em 2009. Ou será que já pulo para 2010? Pensando bem, vou começar por 2009, afinal de contas, 2010 ainda não teve nada muito relevante.

Vou fazer um resuminho: Fiquei uns 2 meses com um cara cujos amigos são viciados em drogas ilícitas, um deles eu vejo sempre no ônibus da faculdade e eu acredito que ele pensa que eu também faço parte dessas noitadas.

Fiquei o ano todo com o meu melhor amigo (que tem namorada), mas coloquei um ponto final em dezembro (nada como o fim de um ano para acabar com outras coisas).

Estou viciada em Lady GaGa e em Brumas de Avalon.

Depois de 20 anos e 6 meses de existência me dei conta que sou pagã, mais precisamente wicca.

E apesar dessas reviravoltas, 2009 foi um dos meus melhores anos.
Volto de noite e conto tudo o que puder!

Beijinhos da Sophie.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre.
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:

Pff… má nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo, é claro.)

domingo, 26 de julho de 2009

O amor que choveu

Passeando aqui pelos meus arquivos, achei um textinho do Antônio Prata que eu a-d-o-r-o!

"Era uma vez um menino que amava demais.
Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele.
Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado).
O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela?
O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura - só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas de Star Fix por onde pisava.
O que é que eu faço? - perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina.
Fala pra ela! - diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem.
E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar?
Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga e chorar até 31 de dezembro de 2978.
Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele - se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo.
Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Ele chorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor.
Até que sentiu uma gota na ponta do nariz.
Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé.
Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela."



(O amor que choveu - A. Prata)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Love is in the air


Acho incrível como uma nova paixão pode te fazer esquecer todas as decepções anteriores. E como é boa essa sensação. Como é bom poder começar do zero com uma pessoa diferente (e que até determinado momento é novidade) e sentir que ela te corresponde numa sintonia tão boa! Como é bom esquecer que você repetiu mil vezes que não iria se apaixonar mais porque você sempre se machuca e blá-blá-blá...
E é uma delícia descobrir o que vocês tem em comum ou não... saber que ele adora aquela banda que você sempre adorou, que ele arruma ou desarruma o cabelo de um jeito que ele fica liiindo, que ele te trata de um jeitinho que te faz se sentir única... E você nem vê as horas passando com isso tudo.
Os carinhos, os apelidos... parece que você está por um fio para explodir de felicidade.



Ai,ai...Vou me despedindo por aqui mesmo, beijinhos da Sophie!

domingo, 19 de julho de 2009

Jantar com o bofe

Recebi por e-mail e acho que vale à pena compartilhar!

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que conto hoje é mais dedicado à eles do que à elas.

Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele te chama para sair. Vamos supor, um jantar. Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'. Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os compromissos canceláveis e começa a odisséia. Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar. Daqui pra frente, começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá m*. (Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no c* bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cascuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão e pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na p*rra do pé!).
Melhor mudar de assunto... As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.
Dia seguinte. É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).
Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber. Aliás, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma mesmo que eles não reparem. Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho.
Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel. Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma porcaria. Se for um desses dias em que o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas. Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.
Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se f*da'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar: 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito p* da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir...
Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA peça de roupa bem bonita e desconfortável e o resto menos bonito, mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Ex: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar! Porque eu não dei o sapato? Me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo! Eu sei, eu sei, materialista do c***lho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito cocô para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica. Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.
Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar. Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da p* liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'. Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico p* da vida! Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada. 'Se f*de aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo!' Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a p*rra do jantar!
Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'MMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, acho homem que repara muito meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, minha amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.
Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos do pé, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.
Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa por baixo, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa: R$200,00
Lingerie: R$80,00
Maquiagem: R$50,00
Sapato: R$150,00
Depilação: R$50,00
Mão e Pé: R$20,00
Perfume: R$80,00
Anticoncepcional: R$20,00

Ou seja, gastamos, no barato, R$650,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que eles com a gente!


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não tem explicação...


É sufocante a dor da perda.
Inexplicável. Inconsciente.
Há gritos por dentro;
Ninguém ouve.
Ferida aberta
Na carne.
Não sara.
Restam sonhos.
Imagens borradas.
Saudade guardada
E a esperança
Do reencontro.

quarta-feira, 11 de março de 2009

"Nossa fonte interna favorita"

Sempre achei que a atriz Susana Vieira quisesse se passar por garotinha, usando aquelas roupas justas e fazendo inúmeras plásticas. Achava tudo muuuuito exagerado!
Quando começou o rolo todo por causa do tal do Marcelo (traição, separação, ameaças por parte dele e , enfim, o suicídio) comecei a enxergá-la com outros olhos, mais compreensivos e tolerantes.
Primeiro porque tudo, absolutamente tudo, o que ela faz é alardeado na TV, vira motivo de deboche de revistas "politizadas", como a Veja. Pior, é que ela nem procura. Sempre tenta ser discreta e agradável com os jornalistas e repórteres, mas sempre, sempre e sempre está no meio de alguma polêmica de algum escândalo.
Lendo a Veja dessa semana tive uma decepção (mais uma!) com essa mídia sanguessuga. realizaram uma entrevista com o suposto novo affair da Susana, um cara que é empresário, mágico, ator e modelo. Entre várias perguntas, curtas e grossas, ele respondia educadamente e era rebatido com outras em tom de deboche. Ao ser questionado sobre sua profissão ele disse que era empresário; foi rebatido com a seguinte pergunta: "Mas você não é mágico?". E o moço respondeu que havia trabalhado com artes circenses e tal...
Na hora pensei: " Se me perguntassem isso, na mesma ocasião eu responderia: 'Sou sim e posso fazer você desaparecer em menos de 1 minuto!'"
Além de ficarem azucrinando a vida pessoal de todos, com ironias e críticas destrutivas, demonstram um grande desprezo por aquelas que tem múltiplas habilidades, como se hoje isso fosse um desvio de caráter ou uma falta de propósito.
Para ser deixado em paz pela mídia, colega, você deve estar sempre sorrindo, não ter problemas pessoais e se especializar em qualquer porcaria que for. Esqueça o gênio Leonardo daVinci e suas várias profissões. Finja que sua vida particular não existe e que os seus problemas não te afetam. Torne-se um especialista em blindagem emocional que ao primeiro problema pensa em se matar, porque não entende de mais nada, há não ser da própria blindagem; e seja feliz com as aparências! Eles vão te deixar em paz e você vai morrer no ostracismo, porque sua vida foi sem emoção demais para ser recorde de tiragens ou dar Ibope.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Because of .... Who?

"Por sua causa
Eu nunca ando muito longe da calçada
Por causa de você
Eu aprendi a jogar do lado seguro
Assim eu não me machuco
Por sua causa
Eu acho difícil confiar
Não só em mim, mas em todos à minha volta
Por causa de você
Eu tenho medo"

Because of You -(Kelly Clarkson)




Sempre fui muito fraca!
É estranho porque quem me conhece não me imagina assim, mas quando eu era mais nova eu era muito dependente, muito insuficiente.
E quando nada mais me ajudava alem de mim, aprendi a me virar da pior maneira.
Matei toda a esperança e otimismo em relação a minha pessoa.
E não to falando isso com tom de dor ou pra fazer alguem sentir algum tipo de dó, porque não me dói mais.
Me tornei mais forte sim, mais decidida, mais centrada, a custo de que?
O que se passou pra que eu me tornasse o que sou?
A música ali em cima coloca a culpa em "alguem".
Alguem que causou isso.
Não vejo assim, sei lá, os medos e atitudes da música descrevem muito bem os MEUS medos e MINHAS atitudes, mas eu não culpo "alguem", várias pessoas e situações me fizeram crescer e vão continuar me fazendo crescer a cada dia.
Pessoas falham o tempo todo, cabe a nós não depositarmos tanta esperança em "alguem".
Conversei com uma amiga com uma experiencia de vida bem parecida com a minha a uns tempos atras e incrivel como as pessoas são parecidas né, exatamente os mesmos medos, mesmas frustações.
E o mais estranho é que não tem volta, tem uma música da Rihanna que diz: "Porque uma vez que nos tornamos má, Nós morremos para sempre"

É a palavra perfeita pra descrever: Morremos.
Morte da esperança, do otimismo, da crença em algo ou alguem melhor ou eterno.
Ao mesmo tempo que nos tornamos mais fortes e menos vulneráveis, nos tornamos fracas por não ter a graça de sentir esperança.

Não vejo problema em ser assim, as vezes.
As vezes me pego tentando crer, forçando o peito pra botar pra fora toda essa falta de otimismo sobre mim mesma.
Não é auto depreciação, não sou um monstro, só não acredito em contos de fada.
Nem em amor eterno.
Nem amizade eterna.
Nem em homem fiel.
Nem em almas gêmeas.
Nem em pessoas totalmente boas.
Nem em pessoas totalmente más.
Nem em algo perfeito e duradouro como sendo um só.

Abençoados são os que acreditam.
Mas pra mim isso já não é uma realidade aceitável.
Nunca foi e sinceramente não acredito que um dia venha a ser.
Mas não me sinto mal por isso, nem quero que quem leia se sinta por mim, pelo contrario, sou assim e GOSTO de ser assim.
Mas não NASCI assim, nem desejei isso, simplesmente era pra ser, e foi!
Sei que magoei muita gente por me demonstrar fria, ou simplesmente não demonstrar nada.
Tenho me esforçado pra mostrar pras pessoas que REALMENTE importam, o qto elas me são necessárias, mais do que isso até, se eu tenho uma fraqueza, é essa: Minhas almas fora de mim!
Pessoas que compõe meus dias, seja frequente ou raramente presente.
Aquelas por quem dou o sangue.
Aquelas por quem me esforço, por quem compro briga, ou ingresso pra uma festa que eu nem tava tão a fim de ir, por quem sou capaz de loucuras pra ver brotar um sorriso no rosto, por quem passo por cima dos meus problemas ou das minhas vontades pra poder ser util quando requisitada, por quem acordo todos os dias.
E pra elas nunca vai morrer em mim a esperança e o otimismo.


Impulso

Você já considerou a hipótese de pensar menos antes de agir?

Tá bom, eu sei que não é politicamente correto dar uma ideia dessas pra alguém, mas às vezes é preciso cair pra se aprender a levantar.
Quantas vezes você se arrependeu de não ter feito alguma coisa? E quantas vezes se arrependeu de tê-la feito? Eu, pelo menos, me arrependo de muitas coisas que deixei de fazer. São poucas as coisas que me arrependo de ter feito (mas aprendi com cada uma delas).
Tenha coragem de seguir em frente, comprar uma briga, enfrentar seus pais, terminar com o namorado, beijar quem você quer sem se preocupar com o que os outros vão pensar... enfim, tenha coragem de fazer o que você quer! E se no dia seguinte você se arrepender, faça o que tiver vontade de novo!
Aproveite que você ainda é jovem para errar, você não vai poder errar quando tiver uma família, uma carreira profissional.
É com nossos erros que aprendemos a nos tornar cada dia melhores, e esses erros geralmente são resultado de uma atitude pouco pensada. Já dizia Francis Bacon: "Triste não é mudar de ideia. Triste é não ter ideia para mudar." Pense menos e aja mais.

O que você tem vontade de fazer e não fez ainda por ficar pensando? Tente.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Refletindo sobre as cidades e seus problemas


Vocês já se deram conta da parcela da população que vive em meios urbanos?


Só na América Latina, mais de três quartos da população vivem em áreas consideradas urbanas. Mais de 5.000 habitantes que vivam em núcleos caracterizam um espaço urbano. Em 1800, esse percentual era de 3%, foi para 6% em 1850, um pouco mais de 28% em 1950 e em 1970 passou de 38%.

Esse crescimento descontrolado e todos os problemas que vão se acumulando fez com que a vida em grandes cidades passasse a ser percebida com um misto de sentimento de orgulho, satisfação, descontentamento, frustração e medo. A cidade é vista como um espaço de concentração de oportunidades de satisfação de necessidades básicas materiais e imateriais, mas, também, como um local crescentemente poluído (em todos os sentidos).

Apesar da gravidade dos problemas constatados, o leitor que se dirigir a uma livraria buscando uma obra para informar-se sobre a natureza dessas questões irá se desapontar. As discussões sobre esses assuntos não faltam, mas ficam confinadas em ambientes acadêmicos ou de profissionais de planejamento urbano. As obras disponíveis foram escritas de especialistas para especialistas. Ao grande público restam as opiniões, análises e impressões veiculadas pela imprensa. Há uma enorme carência de análises que sejam corretas, profundas e abrangentes.

Refletir sobre as cidades e seus problemas significa refletir sobre algo que muitos acham ter "a" resposta na ponta da língua. Ouve-se: "O problema é a falta de planejamento", com ar de quem está de posse da verdade suprema e inquestionável. "É preciso impedir a formação de novas favelas" clamam outros (afinal, as favelas são, para muitos moradores da classe média, "antros de marginais", ameaças constantes à paz e ao valor dos imóveis de sua propriedade). Nota-se que abrigam estereótipos, clichês, preconceitos lamentáveis e perigosos, na esteira de equívocos e simplificações. A mídia mais contribui para reproduzir e amplificar visões distorcidas que para corrigí-las.

Entender a cidade e as causas de seus problemas é uma tarefa menos simples do que se pode imaginar. E entender corretamente é uma condição prévia indispensável à tarefa de se delinearem estratégias e instrumentos adequados para a superação desses problemas.

Só que, informar-se sobre essa temática não deve ser visto como tarefa para especialistas: ainda que em nível muito aproximativo e genérico, os indivíduos não versados no assunto precisam conhecer as causas dos problemas dos espaços onde vivem e as linhas gerais dos debates correntes sobre como superar os problemas.

Essa é a única maneira de participar ativamente, como cidadão, da vida da cidade, não se deixando tutelar e infantilizar tão facilmente por políticos profissionais e técnicos a serviço do aparelho de Estado.


Fica a dica: ABC do desenvolvimento urbano, de Marcelo Lopes de Souza, 2003.