quarta-feira, 11 de março de 2009

"Nossa fonte interna favorita"

Sempre achei que a atriz Susana Vieira quisesse se passar por garotinha, usando aquelas roupas justas e fazendo inúmeras plásticas. Achava tudo muuuuito exagerado!
Quando começou o rolo todo por causa do tal do Marcelo (traição, separação, ameaças por parte dele e , enfim, o suicídio) comecei a enxergá-la com outros olhos, mais compreensivos e tolerantes.
Primeiro porque tudo, absolutamente tudo, o que ela faz é alardeado na TV, vira motivo de deboche de revistas "politizadas", como a Veja. Pior, é que ela nem procura. Sempre tenta ser discreta e agradável com os jornalistas e repórteres, mas sempre, sempre e sempre está no meio de alguma polêmica de algum escândalo.
Lendo a Veja dessa semana tive uma decepção (mais uma!) com essa mídia sanguessuga. realizaram uma entrevista com o suposto novo affair da Susana, um cara que é empresário, mágico, ator e modelo. Entre várias perguntas, curtas e grossas, ele respondia educadamente e era rebatido com outras em tom de deboche. Ao ser questionado sobre sua profissão ele disse que era empresário; foi rebatido com a seguinte pergunta: "Mas você não é mágico?". E o moço respondeu que havia trabalhado com artes circenses e tal...
Na hora pensei: " Se me perguntassem isso, na mesma ocasião eu responderia: 'Sou sim e posso fazer você desaparecer em menos de 1 minuto!'"
Além de ficarem azucrinando a vida pessoal de todos, com ironias e críticas destrutivas, demonstram um grande desprezo por aquelas que tem múltiplas habilidades, como se hoje isso fosse um desvio de caráter ou uma falta de propósito.
Para ser deixado em paz pela mídia, colega, você deve estar sempre sorrindo, não ter problemas pessoais e se especializar em qualquer porcaria que for. Esqueça o gênio Leonardo daVinci e suas várias profissões. Finja que sua vida particular não existe e que os seus problemas não te afetam. Torne-se um especialista em blindagem emocional que ao primeiro problema pensa em se matar, porque não entende de mais nada, há não ser da própria blindagem; e seja feliz com as aparências! Eles vão te deixar em paz e você vai morrer no ostracismo, porque sua vida foi sem emoção demais para ser recorde de tiragens ou dar Ibope.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Because of .... Who?

"Por sua causa
Eu nunca ando muito longe da calçada
Por causa de você
Eu aprendi a jogar do lado seguro
Assim eu não me machuco
Por sua causa
Eu acho difícil confiar
Não só em mim, mas em todos à minha volta
Por causa de você
Eu tenho medo"

Because of You -(Kelly Clarkson)




Sempre fui muito fraca!
É estranho porque quem me conhece não me imagina assim, mas quando eu era mais nova eu era muito dependente, muito insuficiente.
E quando nada mais me ajudava alem de mim, aprendi a me virar da pior maneira.
Matei toda a esperança e otimismo em relação a minha pessoa.
E não to falando isso com tom de dor ou pra fazer alguem sentir algum tipo de dó, porque não me dói mais.
Me tornei mais forte sim, mais decidida, mais centrada, a custo de que?
O que se passou pra que eu me tornasse o que sou?
A música ali em cima coloca a culpa em "alguem".
Alguem que causou isso.
Não vejo assim, sei lá, os medos e atitudes da música descrevem muito bem os MEUS medos e MINHAS atitudes, mas eu não culpo "alguem", várias pessoas e situações me fizeram crescer e vão continuar me fazendo crescer a cada dia.
Pessoas falham o tempo todo, cabe a nós não depositarmos tanta esperança em "alguem".
Conversei com uma amiga com uma experiencia de vida bem parecida com a minha a uns tempos atras e incrivel como as pessoas são parecidas né, exatamente os mesmos medos, mesmas frustações.
E o mais estranho é que não tem volta, tem uma música da Rihanna que diz: "Porque uma vez que nos tornamos má, Nós morremos para sempre"

É a palavra perfeita pra descrever: Morremos.
Morte da esperança, do otimismo, da crença em algo ou alguem melhor ou eterno.
Ao mesmo tempo que nos tornamos mais fortes e menos vulneráveis, nos tornamos fracas por não ter a graça de sentir esperança.

Não vejo problema em ser assim, as vezes.
As vezes me pego tentando crer, forçando o peito pra botar pra fora toda essa falta de otimismo sobre mim mesma.
Não é auto depreciação, não sou um monstro, só não acredito em contos de fada.
Nem em amor eterno.
Nem amizade eterna.
Nem em homem fiel.
Nem em almas gêmeas.
Nem em pessoas totalmente boas.
Nem em pessoas totalmente más.
Nem em algo perfeito e duradouro como sendo um só.

Abençoados são os que acreditam.
Mas pra mim isso já não é uma realidade aceitável.
Nunca foi e sinceramente não acredito que um dia venha a ser.
Mas não me sinto mal por isso, nem quero que quem leia se sinta por mim, pelo contrario, sou assim e GOSTO de ser assim.
Mas não NASCI assim, nem desejei isso, simplesmente era pra ser, e foi!
Sei que magoei muita gente por me demonstrar fria, ou simplesmente não demonstrar nada.
Tenho me esforçado pra mostrar pras pessoas que REALMENTE importam, o qto elas me são necessárias, mais do que isso até, se eu tenho uma fraqueza, é essa: Minhas almas fora de mim!
Pessoas que compõe meus dias, seja frequente ou raramente presente.
Aquelas por quem dou o sangue.
Aquelas por quem me esforço, por quem compro briga, ou ingresso pra uma festa que eu nem tava tão a fim de ir, por quem sou capaz de loucuras pra ver brotar um sorriso no rosto, por quem passo por cima dos meus problemas ou das minhas vontades pra poder ser util quando requisitada, por quem acordo todos os dias.
E pra elas nunca vai morrer em mim a esperança e o otimismo.


Impulso

Você já considerou a hipótese de pensar menos antes de agir?

Tá bom, eu sei que não é politicamente correto dar uma ideia dessas pra alguém, mas às vezes é preciso cair pra se aprender a levantar.
Quantas vezes você se arrependeu de não ter feito alguma coisa? E quantas vezes se arrependeu de tê-la feito? Eu, pelo menos, me arrependo de muitas coisas que deixei de fazer. São poucas as coisas que me arrependo de ter feito (mas aprendi com cada uma delas).
Tenha coragem de seguir em frente, comprar uma briga, enfrentar seus pais, terminar com o namorado, beijar quem você quer sem se preocupar com o que os outros vão pensar... enfim, tenha coragem de fazer o que você quer! E se no dia seguinte você se arrepender, faça o que tiver vontade de novo!
Aproveite que você ainda é jovem para errar, você não vai poder errar quando tiver uma família, uma carreira profissional.
É com nossos erros que aprendemos a nos tornar cada dia melhores, e esses erros geralmente são resultado de uma atitude pouco pensada. Já dizia Francis Bacon: "Triste não é mudar de ideia. Triste é não ter ideia para mudar." Pense menos e aja mais.

O que você tem vontade de fazer e não fez ainda por ficar pensando? Tente.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Refletindo sobre as cidades e seus problemas


Vocês já se deram conta da parcela da população que vive em meios urbanos?


Só na América Latina, mais de três quartos da população vivem em áreas consideradas urbanas. Mais de 5.000 habitantes que vivam em núcleos caracterizam um espaço urbano. Em 1800, esse percentual era de 3%, foi para 6% em 1850, um pouco mais de 28% em 1950 e em 1970 passou de 38%.

Esse crescimento descontrolado e todos os problemas que vão se acumulando fez com que a vida em grandes cidades passasse a ser percebida com um misto de sentimento de orgulho, satisfação, descontentamento, frustração e medo. A cidade é vista como um espaço de concentração de oportunidades de satisfação de necessidades básicas materiais e imateriais, mas, também, como um local crescentemente poluído (em todos os sentidos).

Apesar da gravidade dos problemas constatados, o leitor que se dirigir a uma livraria buscando uma obra para informar-se sobre a natureza dessas questões irá se desapontar. As discussões sobre esses assuntos não faltam, mas ficam confinadas em ambientes acadêmicos ou de profissionais de planejamento urbano. As obras disponíveis foram escritas de especialistas para especialistas. Ao grande público restam as opiniões, análises e impressões veiculadas pela imprensa. Há uma enorme carência de análises que sejam corretas, profundas e abrangentes.

Refletir sobre as cidades e seus problemas significa refletir sobre algo que muitos acham ter "a" resposta na ponta da língua. Ouve-se: "O problema é a falta de planejamento", com ar de quem está de posse da verdade suprema e inquestionável. "É preciso impedir a formação de novas favelas" clamam outros (afinal, as favelas são, para muitos moradores da classe média, "antros de marginais", ameaças constantes à paz e ao valor dos imóveis de sua propriedade). Nota-se que abrigam estereótipos, clichês, preconceitos lamentáveis e perigosos, na esteira de equívocos e simplificações. A mídia mais contribui para reproduzir e amplificar visões distorcidas que para corrigí-las.

Entender a cidade e as causas de seus problemas é uma tarefa menos simples do que se pode imaginar. E entender corretamente é uma condição prévia indispensável à tarefa de se delinearem estratégias e instrumentos adequados para a superação desses problemas.

Só que, informar-se sobre essa temática não deve ser visto como tarefa para especialistas: ainda que em nível muito aproximativo e genérico, os indivíduos não versados no assunto precisam conhecer as causas dos problemas dos espaços onde vivem e as linhas gerais dos debates correntes sobre como superar os problemas.

Essa é a única maneira de participar ativamente, como cidadão, da vida da cidade, não se deixando tutelar e infantilizar tão facilmente por políticos profissionais e técnicos a serviço do aparelho de Estado.


Fica a dica: ABC do desenvolvimento urbano, de Marcelo Lopes de Souza, 2003.

terça-feira, 3 de março de 2009

Comentando nada...


Sabe quando você sente que precisa se expressar, falar, desabafar mas não sai nada e no fundo você nem sabe o que quer dizer?

Bem, se você não sabe, não sei explicar de outra forma.

Aqui estou na frente do computador, querendo expressar tudo o que estou sentindo, mas não sai nada. Há não ser comentários acerca do próprio nada que me envolve, do silêncio que apenas eu posso ouvir no meio da confusão dos meus pensamentos.

domingo, 1 de março de 2009

"Somos quem podemos ser"?

Me assusta a frequencia com que conhecidos estão se envolvendo em crimes. Na ultima semana, um rapaz, meu conhecido, apareceu na capa dos jornais. Tinha sido preso em flagrante por tráfico de drogas ;O
Olhei várias vezes, fixamente para a foto estampada no jornal.
E pensei. Foi inevitável. Será que realmente somos aquilo que podemos ser?
Conhecendo ele, vocês também pensariam. Bonito, forte, esperto e simpático. Será que ele apenas poderia ser um criminoso? Não restou outra alternativa? Ou esta era a mais fácil?
É arriscado julgar as razões que levam uma pessoa a praticar crimes, assim como é arriscado julgar qualquer outra razão. Mas definitivamente, esse fato acabou com a minha crença de que as pessoas se tornam aquilo que podem ser. Agora, está claro para mim que as pessoas se tornam aquilo que querem ser.
É uma questão de vontade, não de poder.

Guadalupe Benítez

Estréia!!!

Aqui vamos debater, aconselhar, praticar a ironia, desabafar...
O que pode parecer sem importância para a maioria... Acredite! Para nós, vale muito!



Hasta luego!

Guadalupe Benítez